quinta-feira, 12 de julho de 2018

Não existem bons livros para crianças...


Provavelmente você deve ter me achado maluca ao ler o título deste texto.
"Não existem bons livros para crianças".
De fato parece uma afirmativa sem fundamento, já que as livrarias estão cheias de obras lindas da literatura infantil. Mas tenha paciência comigo que já lhe explico.

Outro dia, mostrei pro meu marido um original que escrevi e ele achou um tanto estranha uma palavra que eu usei. Copiosamente.
No livro, que fala sobre medos de infância, a personagem principal chora "copiosamente".
Escolhi esta palavra a dedo, justamente para provocar diálogo entre pais e filhos. (E, no meu caso, provocou diálogo entre marido e mulher também...rsrs. Digamos até que rolou uma DR...kkkk)

A verdade é que tive que explicar pro Gilvam meu ponto de vista: os livros devem trazer novidades, devem ser provocativos. Não podemos escrever de forma fácil que eles pareçam entender tudo; devemos, sempre que possível, colocar uma palavrinha diferente, uma expressão com mais de um sentido. Não podemos subestimar os pequenos e, ademais, os pais estão ali para auxiliar na leitura e sanar qualquer dúvida que apareça.

Os livros devem ser ricos de sentido, provocar questionamentos, aguçar a inteligência dos pequenos pelas palavras ou até mesmo pela ausência delas. Livros que podem ser lidos e relidos infinitamente, porque sempre nos trarão sensações novas. Livros que provoquem diálogo entre pais e filhos e, porque não, exijam uma olhadinha no dicionário (afinal de contas, não sou obrigada a saber de tudo...)

Um bom livro cresce junto com a criança, trazendo sentidos novos à medida que se vai amadurecendo.

Então, na verdade, Não existem livros bons para crianças, porque livros bons para crianças são bons para adultos também.

E hoje, lendo o Manifesto da Taba (clube de leitura), fiquei muito feliz em saber que não estou sozinha. Diz lá, no item 11:

Um bom livro para criança é bom para leitores de todos os gêneros e em qualquer fase da vida.
Por isso, não faz sentido classificar as obras por idade ou dividindo-os em livros “para meninos” ou “para meninas”.

Então, complementando o título do post "Não existem bons livros para crianças, porque um bom livro pra criança, também é um bom livro para adultos".

Preste atenção ao escolher o livro que seu filho irá ler.... a responsabilidade é nossa!

Um excelente leitura pra vocês!!!

terça-feira, 10 de julho de 2018

Lápis cor de pele: isto faz sentido pra você?


Outro dia, fazendo o dever de casa com as meninas, Sofia disse que ia usar o lápis "cor de pele" pra pintar a bonequinha.
Aquilo não me soou bem... mas confesso que deixei passar.

Alguns dias depois, me deparei com um livro intitulado "Lápis cor de pele", escrito por Daniela de Brito. Na capa a personagem principal se mostrava bastante pensativa.

Só aí minha ficha caiu. 
Não havia percebido, até então, o preconceito embutido no termo "cor de pele". Afinal de contas, só existe um tipo de cor de pele?
Precisamos repensar crenças limitantes, frases e expressões tão repetidas que a gente nem mais se dá conta do que verdadeiramente significam.
Estou aqui fazendo a "mea culpa".

Depois disto, claro, provoquei uma discussão sobre o assunto em casa e expliquei que existem muitos tons de pele e que, aquele lápis, é só mais um. 

E sabe o que eu descobri recentemente??? (adoro contar novidades!!!)
Uma caixa de giz de cera que dá o real significado a cor da pele. Olha só!!

Para comprar clique aqui


Fazemos as coisas tão "no automático" que não paramos para refletir sobre conceitos (ou preconceitos) embutidos nas frases que falamos rotineiramente.

E você, já havia pensado sobre isto?
Será que existe algum preconceito embutido nas frases que você anda falando por aí?

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Ler nem sempre é prazeroso.


Ler nem sempre é legal.
Ler nem sempre é prazeroso, especialmente quando a gente está começando a ler.
 
Esta reflexão da Denise Guilherme,  criadora da TABA (clube de leitura que acabei de assinar), me bateu forte.
Percebi isto claramente com minhas filhas, que estão em processo de alfabetização.

A expectativa (minha, claro) é que elas lessem dois livrinhos por semana, calma e tranquilamente.
A realidade é que elas se cansam, tem dificuldade na pronúncia das palavras, pedem pra parar. Não há nada errado com elas.

Eu é que estou errada. Não me lembro de como deve ter sido difícil o meu processo: aprender a ler, as primeiras letras, sílabas (sou dessa época...rsrs)... Como deve ter sido desgastante o primeiro livro!

O processo de aquisição da leitura é um trabalho árduo, e nós, pais, temos que dar o necessário suporte pros nossos pequenos. 
Explique pra eles que a gente sabe que é difícil este início, que cansa, que às vezes as palavras parecem não conseguir sair, mas que também é que preciso persistir.

Eu que sempre amei nadar, achei perfeita a comparação que ela (Denise) fez. Aprender a ler é como nadar. No começo é difícil, dá medo, mas depois que aprende e é uma delícia! 

Não podemos descuidar deste momento tão importante para a formação de futuros leitores. 
Dá trabalho? Dá. Mas pra isto estamos aqui... 

Para ver a entrevista dela (eu recomendo!!), basta clicar abaixo. 


             

domingo, 1 de julho de 2018

Ajude seu filho a ajudar os outros!




E se seu filho tivesse um dia de inventar? Um dia no qual ele quisesse criar algo incrível pra ele... mas acabasse criando coisas incríveis pros outros.

O livro "Dia de Inventar", de Mariana Yatsuda Ikuta, é uma delícia de ler e traz a história de uma raposinha que - na busca por criar algo espetacular - acaba ajudando os outros animais que encontra pelo caminho.
Já no começo do livro ela encontra o leão com a juba toda embaraçada e cria uma engenhoca de galhos para desembaraçá-lo e penteá-lo... Uma graça.
E assim vai ajudando a lagarta, a Dona ursa, a Senhora crocodilo e outros animais.

Apesar de ser um livro muito leve (e com ilustrações lindas da própria Mariana Yatsuda), dá a possibilidade de nós, pais, dialogarmos com as crianças sobre o que poderíamos fazer pra ajudar os outros e deixá-los mais felizes.

Será que você pode ajudar seu coleguinha a construir o carrinho que ele tanto queria?
Ou ajudar aquele amiguinho que está com dificuldade em alguma matéria?
Ou ajudar o papai e a mamãe a guardar as roupas e brinquedos, deixando a casa organizada... (alguém se identifica?? risos)

Em uma da minhas partes favoritas do livro, a Senhora Crocodilo estava muito triste porque ninguém queria brincar com ela. Então a raposinha decide tornar os dentes dela menos assustadores...
E a personagem principal  sempre consegue um jeitinho de deixar os animais que encontra pelo caminho mais felizes...

Afinal para isto estamos aqui: sermos felizes e fazermos os outros felizes!!!

               


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Faça este exercício e se transforme na Mulher Maravilha!




E se eu te disser que com dois minutos por dia de exercício (sem esforço físico) você se transforma  numa "Mulher Maravilha"?  

Não se preocupe que eu não vou te vender nada (rsrsrs). Nem um aparelho novo de ginástica ou algum curso  de atividade física que promete beleza sem suor.
E eu vou confessar que também fiquei desconfiada  (#sou mineira, não nego).

Meu marido estava lendo "O Poder da Ação" de Paulo Vieira e, toda noite, ao chegar do trabalho ele fazia um comentário do livro, relatava algo que o impactava.

Empolgada pela empolgação dele (vai, pleonasmo) eu comecei a ler o tal livro e não é que me empolguei também??

O livro tem muita coisa interessante, mas vou falar aqui do exercício da Mulher Maravilha e de como apliquei lá em casa.



Minha filha Alícia, depois de 15 dias sem ir a aula por motivo de saúde (apendicite!!)  começou com uma história de  que não sabia nada e que nunca ia aprender. 
A história se repetia toda noite, na hora do dever. 
Lá pela terceira vez eu comecei a ficar preocupada. Já havia perguntado sobre algo na escola ou outra situação que pudesse tê-la deixado assim, mas foi em vão.
Aí, no meio do stress (não sei nada e nunca vou aprender), falei:
Vamos pro quarto as três (Alícia, Sofia e eu) fazer uma coisa bem legal: postura de Mulher Maravilha!!

Segundo a psicóloga pesquisadora da Universidade de Harvard - Amy Cuddy, citada por Paulo Vieira, apenas dois minutos na posição de poder comumente usada pela Mulher Maravilha (ombros abertos, cabeça apontando para o horizonte, mãos fechadas na cintura e pernas entreabertas)  eleva o nível de testosterona em 20%. E, com a testosterona aumentada, a sensação de controle e domínio aumentam imediatamente. Como consequência pelo poder percebido, o nível de cortisol ou hormônio do estresse cai em aproximadamente 15%.
Desconfiada ou não, o fato é que - após os dois minutos - Alícia voltou para o dever de casa, como se nada tivesse acontecido.
Confesso que não foi tão fácil manter as gêmeas imóveis por dois longos minutos (rsrsrs), mas agora elas estão mais concentradas, já que fazemos todos os dias  após a escola. 
Se quiserem assistir a palestra da Amy Cuddy no Ted Talks, é só clicar no vídeo abaixo.

Senão tiver tempo de ver a palestra inteira (vale a pena!!), assista a partir de 15'40" (e use um lencinho... você vai precisar).

         

Se experimentar em casa a postura da Mulher Maravilha, compartilhe com a gente o que sentiu. 
Lá em casa a experiência foi bem sucedida e eu vou contando por aqui caso note alguma outra mudança.