Crônicas para ler em qualquer lugar!!!
























Sou uma apaixonada pela família musical "Ramil" faz tempo!!! (Kleiton, Kledir, Vitor...)
Mas não é que o danado do Kledir também me faz sorrir na literatura?!
Em seu novo livro, Crônicas para ler na escola, Kledir Ramil nos traz o cotidiano de uma forma bem humorada, nos fazendo enxergar mais além dos fatos corriqueiros do dia a dia.
Só discordo do título (sorry, Kledir).



Crônicas para ler na escola. Não, não. Crônicas para ler em qualquer lugar... 
Uma crônica por dia, é a minha prescrição. Para stress, tédio ou síndrome da correria. Sente-se confortavelmente, abra a embalagem e engula calmamente. O resultado é imediato, já nos primeiros segundos você vai se sentir invadido por uma sensação de que o cotidiano é pura poesia.
Faça o teste abaixo e verá que estou com a razão (rsrs):



EM BUSCA DO TÊNIS PERFEITO

Uma das coisas que mais me impressionam nos tempos atuais é a quantidade de modelos diferentes de tênis que existem. Sou daqueles que ficam espantados na frente das vitrines de lojas esportivas, admirando os calçados. É um símbolo indiscutível de como o mundo avança a passos largos.

Depois de muita insistência do meu médico de que eu deveria fazer exercícios físicos, resolvi começar a caminhar. Mas hoje em dia, para caminhar é preciso ter o calçado adequado. Não dá pra sair por aí arrastando os chinelos. Fui obrigado a entrar numas dessas lojas de shopping para comprar um par de tênis e o rapaz que me atendeu me deixou atordoado com tanta explicação.
Fiquei sabendo, por exemplo, que alguns tênis vêm com gel. Pensei que gel era pra usar no cabelo. Outros, têm amortecedores. Perguntei se precisava fazer revisão a cada 10 mil quilômetros, mas o rapaz não entendeu a piada.
Nossa conversa estava evoluindo, entre pares de marcas variadas, e já divagávamos a respeito de estabilidade, amortecimento, grip e entressola, quando o rapaz me perguntou qual era o meu tipo de pisada.
— Como assim, pisada?
— Pisada, como seu pé pisa no chão.
Foi então que descobri que existem três maneiras diferentes do pé tocar o solo: pronação, supinação e neutra. Achei o máximo do requinte da biomecânica saberem se um pé pisa mais pra dentro ou mais pra fora. Se o impulso é com o dedão ou com a planta. Fiquei até envergonhado, mas tive que admitir que não tenho a menor ideia de como meu pé funciona. O rapaz sorriu para o colega e imaginei o que estaria pensando: “Se um cara não consegue dominar o próprio pé, como vai controlar a sua vida?”
E, com um sorriso ainda mais vaidoso, falou pra eu não me preocupar, pois a loja tinha um footscan, um sensor que analisa a pisada do indivíduo. Me colocaram para fazer o teste e o resultado gerou dúvidas. Chamaram o gerente, ligaram para o suporte técnico e, por fim, constrangidos, me revelaram que sou “pronador” no pé direito e “supinador” no esquerdo. Um fenômeno. No sentido depreciativo do termo.
A sugestão da equipe de “especialistas” que havia se formado a minha volta era de que eu deveria comprar dois pares de tênis diferentes e usar um pé de cada. Ou seja, eu teria que gastar o dobro e ainda andar pela rua feito um palhaço, com um tênis de cada cor. Esses caras inventam qualquer coisa pra tirar dinheiro da gente.
Desisti de caminhar. Vou fazer natação, que é de pé descalço.



Um ótimo fim de semana pra todos, com muita literatura!!!!!!!!!

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